Crescer incluindo
- Tributação progressiva, inclusive das grandes plataformas
- Comércio online confiável, em que os dois lados ganham
- Combate à desigualdade de renda
- Proteção social que alcance as novas formas de trabalho
O Fórum do Progresso é uma coalizão de ideias por uma política tecnológica progressista no Brasil.
No Brasil, o tecno-otimismo virou linguagem da direita. A ideia de que inovação e tecnologia são forças do futuro foi capturada — e, de quebra, capturaram junto o verde-amarelo. Em reação, o campo progressista se acomodou num lugar defensivo: regulador primeiro, desconfiado das plataformas, protetor do status quo.
O Fórum existe para desfazer esse falso dilema. Mudança tecnológica, inteligência artificial e novas ferramentas podem — e devem — ser instrumentos de redistribuição, inclusão e capacidade estatal, não de concentração de renda e poder. Reivindicamos duas coisas ao mesmo tempo: o futuro e a bandeira.
O futuro não é propriedade de um campo político. Nossa aposta é que a tecnologia, com política inteligente, baixa o custo de vida, amplia o acesso a serviços e oportunidades, fortalece a democracia e torna o Estado mais capaz — com todo mundo se beneficiando dos saltos tecnológicos, não só o topo.
Progresso econômico e progresso social andam juntos. A tecnologia deve baixar o custo de vida, ampliar o acesso a oportunidades, fortalecer comunidades e dar mais poder tanto a consumidores quanto a trabalhadores. Com política inteligente, a inovação ajuda a construir uma economia mais justa, uma democracia mais saudável e um futuro mais sustentável.
Não somos mais um grupo empresarial. O Fórum não faz representação institucional de setor nem defende empresa por ser empresa. Defende a tecnologia quando ela amplia acesso, reduz preços, cria trabalho, melhora serviços públicos, aumenta produtividade e dá mais poder ao cidadão — e diz o contrário quando ela não faz nada disso.
Também não somos um observatório neutro. O Fórum tem lado: é a consciência tecnológica dentro do campo progressista, crítica da postura atual justamente porque reivindica uma herança legítima desse campo — a das políticas de inclusão digital, do software livre e do Marco Civil.
Uma coalizão, não uma redação. O Fórum se organiza em quatro camadas, com separação explícita entre quem financia, quem governa, quem executa e quem legitima.
Define posições, prioridades e limites do Fórum. Nenhum financiador governa: a vedação a voto, veto e aprovação prévia por mantenedor está no estatuto.
Executa a agenda: pesquisa, publicações, articulação e relação com imprensa e Parlamento.
Reúne quem contribui com repertório técnico e político sem responsabilidade executiva — pesquisa, gestão pública, setor produtivo e sociedade civil.
Sustentam o Fórum por anuidade, com transparência acima da praxe: categorias públicas, faixas divulgadas e limite de concentração por financiador.
Para imprensa, parcerias, contribuição a um dos projetos ou discordância bem fundamentada.
Brasília · São Paulo